quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Negra Li e Clã dos Loucos agitam no CEU Três Lagos



Mural

O projeto CEU é Show causou estrondo no extremo sul da cidade na última quinta-feira (30), reunindo cerca de 350 pessoas de várias idades no CEU Três Lagos para assistir o grupo Clã dos Loucos e a cantora Negra Li no bairro do Jardim Noronha.

A iniciativa foi do Ministério da Educação, para unir o artista da periferia ao artista global, trazendo mais cultura e contraste às diversas comunidades dentro da cidade de São Paulo.

Ceu Três Lagoas teve casa cheia para as duas apresentações

No caso dos moradores da Capela do Socorro, o estilo musical escolhido foi o hip hop e a Soul Music.

Apesar da garoa e do frio, o teatro estava cheio de energia do público que dançava, agitando desde as senhoras de idade às crianças e pais de família que estavam na platéia.

A entrega de ingressos foi feita alguns dias antes e já estavam esgotadas, abrindo as portas do centro educacional para seus alunos e toda a comunidade da região.

A abertura do show foi feita pelo grupo Clã dos Loucos, formado por moradores do Grajaú, que já estão lançando seu segundo CD intitulado “Go Back”. Com músicas que fogem dos estereótipos, eles falam sobre diversos temas sociais como a valorização da mulher e das oportunidades que os adolescentes devem buscar.

Acyl Nery, produtor executivo do conjunto musical, contou ao Mural que estão iniciando uma nova fase de parcerias com uma gravadora, mas que prezam a humildade e a valorização de suas raízes. Hoje fazem shows gratuitamente, solicitam apenas o transporte para locomoção dos equipamentos de som.

Negra Li cantou sucessos como ‘Antônia’ e ‘Beautiful’ acompanhada do coral, que, empolgada, a platéia formou durante sua apresentação. A cantora fez menção à importância de cuidar das crianças e a alegria que estava sentindo naquele momento.

Em entrevista exclusiva para o Mural sobre ser a artista escolhida para este evento, Negra Li disse estar muito feliz com a recepção e carinho do público que acompanhou o ritmo e dançou do início ao fim do show.

No final, todas as pessoas da platéia tiveram a oportunidade de conhecê-la, tirar fotos, abraçá-la e conversar com a artista, que, até então, (esse trecho também deve ficar entre vírgulas) só era vista pela tela da TV, e dessa vez, de perto, em carne e osso.

Publicado em 6 outubro, 2010 por brunogarcez
por Suevelin Cinti

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